quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

" Calçadas Descalças "



Como Arquiteto e Urbanista e a favor da mobilidade sustentável sabemos que o principal problema para que ocorra essa segregação do espaço e os veículos automotores tomem conta de todo o espaço urbano seja principalmente pela despriorização do pedestre na cidade, onde cada vez mais a calçadas vão deixando de existir e as que sobram é uma verdadeira briga pelo espaço com os equipamentos urbanos como postes, lixeiras, orelhões, placas de sinalizações para os carros, propagandas, desníveis e vários... muitos... inicalculáveis empecilhos.

Todas as ONGs, Redes e Grupos a favor da mobilidade sustentável precisa também lutar para um maior direito do pedestre e cobrar do poder público, afinal de contas nós ciclistas em algum momento também nos tornamos pedestres..

Confira o texto bem interessante e divertido publicado na revista AU de Dezembro por Sergio Teperman " Calçadas Descalças "
Post Criado por Felippe César

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Entrevista ao Site da Infonet

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Agrecimentos a Carla Sousa pela matéria, iniciativa e interesse em estar mostrando nosso trabalho para a cidade.
Confira a matéria na íntegra Aqui.

Intervenção Urbana

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Nesta última sexta-feira aconteceu em SP a bicicletada de novembro com a presença ilustre da Mona Caron, muralista, ilustradora e participante da Massa Crítica de São Francisco e também com uma intervenção de protesto e momória, na Av. Paulista, dos 84 ciclistas mortos em acidentes no ano de 2006.
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Bicicletada também é Arte e Cultura.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Bicicletada dos Executivos

3ª Bicicletada Aracaju, dessa vez com a temática dos Executivos, porque eles também podem usar a bicicleta como meio de transporte, afinal de contas o homem moderno é aquele que não agrega valores a objetos materiais, como os de quatro rodas. É muito mais charmoso a simples e eficiente "magrela".
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O diálogo com os motoristas seguido de panfletos educativos são nossos principais objetos de ação, é assim que provocamos e fazemos eles pensarem sobre seus atuais, arcaicos, poluentes e espaçosos meios de transporte. E assim quem sabre abrindo novas mentes e tornando a cidade mais saudável, sociável e com pessoas mais felizes e saudáveis.
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Andar de bicicleta é destruir a "auto-bolha" que envolve, afastando as relações, os valores sociais e nos torna mais aberto a novas experiências, pontos de vista e adquirimos novos olhares para a cidade aonde ali antes era um simples meio de passagem e não convivência.

Essa é nossa bicicletada, esse é o nosso propósito, esse é o planeta que habitamos e não existe outro, Faça a sua Parte.

Entre em contato conosco.
felippecesarsantana@yahoo.com.br
waldsongeo@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

3ª Bicicletada Aracaju



Mais uma Ação em prol da Bicicleta como meio de transporte, junte-se a nós e divirta-se.

Dessa vez com a temática dos Executivos, porque eles também pode ir ao trabalho de bicicleta.

Não é obrigatorio, mas se puder pegue aquela gravata de seu pai emprestada e torne a bicicletada divertida e animada, assim quebrando a rigidez que os carros promovem por toda a cidade, afinal de contas andar de bicicleta é divertido e a bicicletada é nada mais nada menos do que uma celebração dessa modalidade de locomoção.

Tragam alegorias, placas, faixas tudo que você axa que tornará esse movimento mais alegre.

Aqui o que é obrigatório é apenas a sua participação.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A bicicleta e a globalização!


Esta ai um tema muito complexo e contraditório que é a globalização!

Procurei no Google algumas definições do que seja a globalização e encontrei milhares,vou colocar duas analises aqui:

1-Chama-se globalização, ou mundialização, o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está ficando menor e todos se conhecem(assistem a programas semelhantes na TV, ficam sabendo no mesmo dia o que ocorre no mundo inteiro).

2-Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação - telefones, computadores e televisão.

Vale ressaltar que a globalização não é fato que surgiu a décadas atrás, ela surgiu desde as grandes navegações europeias para outros continentes com objetivo inicial de buscar novas alternativas de exploração economica e de aumento de território e consequentemente poder. Neste momento já presenciamos uma ação que ainda esta presente na atualidade, que é a obtenção da mais valia e o poder economico das "grandes potências" mundiais. O tempo foi passando e cada vez mais os modos de produção absorveram esses conceitos e formas de dominação global. O principal fator para a sua expansão e "compressão do espaço-tempo" foi o desenvolvimento das tecnologias informacionais, os fluxos financeiros e comerciais e a rapidez no transporte das mercadorias.

É nessa velocidade do transporte de mercadorias que vou refletir e falar um pouco. Se vc der um olhada lá em cima novamente vai ver na primeira analise sobre globalização ele diz que: A globalização é o processo de interdependencia de todos os povos e países da superficie terrestre...

-Mas como se realiza essa interdependência?
-Será que todos possuem formas e meios para essa interligação??
- Com certeza não!!

Em uma sociedade que possui o seu sistema econômico baseado na exclusão e na modernidade a globalização faz ainda mais com que alguns poucos se interliguem e que esses donos dos meios de locomoção tenham toda a sociedade global em suas mãos. Dentro deste principio pode ser feita um analise sobre a mobilidade na cidade.

Hoje temos a ilusão de que a nossa felicade esta distante de nós e que devemos sempre ir para o distante para sermos felizes, mas como iremos pra tão longe??
-De carro, sem sombra de duvidas!!

Essa fuga que nos realizamos para sermos felizes é tudo que o conceito de global que instituir em nosso pensamento. Hoje não valorizamos o local e o mundial cada vez mais pertence a nosso cotiano e o ser humano é tratado com mercdoria dentro de um contexto global. Dai perdemos todos os sentimentos de solidariedade, de coletividade e de igualdade social que posuimos de uma forma institiva e que com o tempo somos forçados a pensar de uma forma egoista de individual.Isso mostra que o mundo nunca vai ser de todos e que a globalização é um instrumento ideológico a mais dessa economia cruel.

O automovel hoje é simbolo do global, temos carros hoje que são iguais em todo o mundo seja em Aracju ou na Mauritânia, isso traz uma conformidade de que somos globais e a modernidade esta ao nosso alcance e que sozinho nesse carro eu sou feliz e um cidadão do mundo. Já na bicicleta, apesar de ser um meio de transporte, tipicamente individual, traz valores fantásticos sobre solidariedade e coletividade já que a proximidade com as pessoas e a felicidade esta presente e em giro que vc realiza no pedal te mostrando que a sua cidade ou o seu meio de convivência é muito mais bonito e amigavel do que vc imagina.

A revolução ainda virá e vai ser de bicicleta!!!

Cicloabraços a todos!!

José Waldson Costa

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Progresso e Modernidade. Será?





Às vezes a gente enxerga algo por trás das propagandas... Ai vai mais uma propaganda que merece comentários aqui no blog.

Qual das imagens está fora do contexto da atualidade vivida por nós? Com certeza a segunda é a que mais condiz com a nossa época, pois, num primeiro momento ficamos impressionados com as precárias condições de transporte que nos são apresentadas na primeira imagem. Chegamos a nos questionar se elas datam de épocas remotas, “Não é possível! No mundo em que vivemos, ano de 2007, em pleno século XXI?”. Bem... ainda não descobri sobre as datas das fotos, mas uma coisa é certa: se forem recentes, com certeza foram tiradas num lugar bem distante de nós... do outro lado do mundo (e não precisava nem perceber os traços orientais dos personagens para chegar a essa conclusão).

Já a segunda imagem se mostra bem mais familiar. No fundo da imagem, vemos uma arquitetura antiga, a rua em paralelepípedo, mas isso não nos impede de perceber a modernidade e o progresso que a foto inspira. E nesse ponto que começo a refletir sobre o PROGRESSO, que trás consigo velocidade, agilidade, praticidade e até um melhor custo-benefício, não só em seus negócios, mas como em toda sua vida. É essa a imagem que todos nós temos do progresso: o AUTOMÓVEL.

Nos dias atuais, se você não possui um, quase nada você vale. Significa que seus negócios não vão bem, e provavelmente você não será uma pessoa rodeada de amigos e mulheres.

Pois bem, o progresso está ai, explodindo em nossas cidades (ou seria explodindo as nossas cidades?), poluindo-as, e nos tornando pessoas cada vez mais consumistas. Mas será que somos evoluídos o bastante como pensamos? Será que a cidade em que vivemos, lotadas de progresso, e por conseqüência, entupidas de automóveis, é o verdadeiro ideal de vida para nós, seres humanos?


Na minha concepção, essa terceira imagem é a que retrata o verdadeiro progresso, a verdadeira evolução. Porém, um progresso que nem todo mundo consegue enxergar. Infelizmente!

Retrata o que deveria ser o ideal de todo e qualquer ser humano: uma vida feliz, ao ar livre e puro. O que pode ser mais prazeroso do que um dia de lazer recheado de gargalhadas e “loirinhas”? Os personagens aqui transpiram felicidade, e se mostram destituídos de preconceitos e estereótipos, com suas feições de “e daí que eu não estou de carro?”. Chega a dar inveja... eles não sentem vergonha e nem um pouco mais pobre do que eu. E nesse momento eles podem tudo! Podem chegar onde quiser, carregar quantas latinhas puder, e beber até cair. O máximo que pode acontecer é um joelho roxo (ou até dois!).

Enfim, a foto definitivamente é mais feliz e inspira VIDA. A cidade é mais colorida, mesmo que com a pintura descascando. Já na segunda imagem não nem uma pista de sobrevida na cidade: nenhuma pessoa, nenhuma árvore e nem ao menos o céu é azul.

Quanto à primeira foto, agora consigo vê-la com respeito e até um certo carinho. Nela, enxergamos vida, enxergamos GENTE. Gente que trabalha, que se esforça, que tem dignidade e, com certeza, muita mais saúde que nós, seres humanos sedentários modulados numa academia.

Carolina A. Vasconcelos
*Fotos tiradas da revista Veja, 14 novembro 2007. Edição 2034, ano 40, nº45.